“O meu desenho não era de um chapéu. Era de uma jiboia a digerir um elefante.
Desenhei então o interior da jiboia, para que as pessoas crescidas conseguissem perceber”
O Principezinho,
ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY
Em 1943, em plena II Guerra Mundial, o piloto Antoine de Saint-Exupéry publica a sua obra mais magistral:
O Principezinho. Saint-Exupéry começa por nos contar um episódio da sua infância: certo dia, desenhou,
a uma só cor, uma figura achatada e rasteira, com um contorno simples e um grande volume ao centro.
Para grande espanto do autor, os adultos a quem mostrava o desenho apenas viam um chapéu e nada mais do que isso. Já o pequeno Saint-Exupéry sabia que aquele desenho representava, de forma fiel e sem necessidade de grandes explicações, um ELEFANTE dentro da barriga de uma jiboia.
Saint-Exupéry inquieta-se com a forma como os adultos olham para as coisas: tão complexos, tão racionais e tão seguros de si, não só perderam a capacidade de identificar o óbvio, como também a capacidade de procurá-lo para além das aparências.
Neste escritório, somos fascinados por esta história, que nos serve de mote. Sabemos que a verdade e a justiça existem e que, muitas vezes, são evidentes aos nossos olhos. Mas também sabemos que, por vezes, se escondem por detrás das primeiras impressões, que nos enganam e distraem do essencial.
Aqui, queremos estar sempre do lado da verdade e da justiça, por vezes camufladas.
É este o propósito que nos motiva todos os dias:
identificar a verdade e a justiça na sua evidência e defendê-las quando se escondem.

